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Nome : Sérgio de Moraes
Local e data de nascimento : São Paulo - 1951
EXPOSICÕES INDIVIDUAIS
GALERIA PUEBLO - São Paulo - SP - 1976
IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil - SP - 1981
TBC ESPAÇO ARTE - São Paulo - 1987
GALERIA DO SOL - São José dos Campos - 1987
ESPAÇO CULTURAL SANTA CECÍLIA DO METRÔ - SP -1991
GALERIA DO SOL -São José dos Campos - 1995
IEB-INSTITUTO DE ESTUDOS BRASILEIROS da USP - SP - 1999
EXPOSICÕES COLETIVAS
VII SALÃO PAULISTA DE ARTE CONTEMPORÂNEA - SP - 1976
1ª MOSTRA DE ARTES VISUAIS DA FILO-USP - SP - 1977
1ª MOSTRA NOVA DA GALERIA DE ARTES SHOPPING NEWS - SP - 1978
" HORS CONCOURS " no I SALÃO DA PAISAGEM DE RIBEIRÃO PIRES - SP
- 1979
Exposição beneficiente no "CENTRO DE ARTES SHOPPING NEWS" - SP
- 1979
" HORS CONCOURS " no X SAPEV-SALÃO DE ARTE DA WOLKSVAGEN - SP
- 1979
VIII SALÃO DE AGOSTO DA ASBA-Associação Sãobernardense de Artes
-São Bernardo do Campo- 1979
II SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS - RJ - 1979
X SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE SÃO CAETANO DO SUL - SP - 1979
MINI GALERIA do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos - SP - 1980
XXIII SALÃO DE ARTE de São Bernardo do Campo - SP - 1980
SALÃO DE APRESENTAÇÃO DA ASBA - São Bernardo do Campo - SP - 1981
VIII SALÃO DE ARTE JOVEM DE SANTOS - SP - 1981
"NOSSA GENTE" no MASP - SP - 1982
GALERIA ATELIER I - SP - 1983
"8 ARTISTAS EM OUTUBRO" na GALERIA PEÇA RARA - SP - 1984
XII SALÃO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE CAMPINAS - SP - 1985
III SALÃO PAULISTA DE ARTE CONTEMPORÂNEA - SP - 1985
VII MOSTRA DE GRAVURA " CIDADE DE CURITIBA " - PR - 1986
ESPAÇO GRAVURA METRÔ - SP - 1987
ESPAÇO CULTURAL METROPOLITANA (Curador Ivo Zanini) - SP - 1988
CHAPEL ART SHOW - SP - 1988
" GRAVURA : ARTE E TÉCNICA " - Espaço Sé do Metrô - SP - 1990
" FIVE PRINTMAKERS FROM SÃO PAULO " Art Galery of the Brasilian-American
Cultural Intititute Washington EUA 1991
ESPAÇO CULTURAL DA CEF - Caixa Econômica Federal (Em conjunto
com Nori Figueiredo) - SP- 1991
" ARTE LATINO AMERICANA CONTEMPORÂNEA " Casa da Cultura - La Paz
- Bolívia - 1991
" A GRAVURA EM ÁLBUNS " Espaço Sé do Metrô - SP - 1991
"SEOUL IAA COMMEMORATION EXHIBITION " - Seoul - Coréia - 1992
"GRAVURAS - SUTILEZAS E MISTÉRIOS " - Técnicas de Impressão -
Pinacoteca do Estado - SP - 1994
EXPOSIÇÃO DO II ENCONTRO REGIONAL DE ARTES PLÁSTICAS DA AMÉRICA
LATINA E CARIBE da AIAP
Associação Internacional de Artes Plásticas da UNESCO-SESC-Pompéia-SP-1994
I BIENAL NACIONAL DA GRAVURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - Exposições
Itinerantes - SP - 1994
ESPAÇO CULTURAL TARSILA (com Maria Bonomi, Renina Katz e Nori
Figueiredo) - Capivarí - SP - 1996
ESPAÇO CULTURAL BANESPA ( em conjunto com Francisco Maringelli)
- SP - 1997
LINÓLEOGRAVURA E POLITIPIA
Leon Kossovitch
LINOLEOGRAVURA
Embora pouco trabalhada atualmente em artes gráficas, a linoleogravura
resiste, mais ainda, cresce, em SÉRGIO DE MORAES, que a vem pesquisando
há quase vinte anos. Demonstrando as suas muitas possibilidades,
realçadas nesta exposição, Sérgio renova-a decisivamente, pois
a faz transpor o campo das técnicas rígidas e restritas, para
o das flexíveis e complexas. Historicamente, a linoleogravura
segue duas direções principais, a do emprego combinado de matrizes
e a da ação múltipla exercida sobre uma só matriz, que vai sendo
regravada após cada impressão; esta técnica foi introduzida por
Picasso na arte moderna e bastante elaborada por ele.
Próximo da direção picasseana na aplicação de cores em uma única
matriz, Sérgio entretanto não despreza a outra direção, na medida
em que combina impressões e regravações de mais matrizes, o que
lhe permite atingir resultados que as técnicas referidas não podem
vislumbrar, como a variação da densidade das tintas ou a atenuação
da rigidez dos recortes. Por isso, a linoleogravura torna-se,
em Sérgio, técnica pictórica, pois colorista nos efeitos tirados
de muitas impressões e gravações que jogam com a cor, assim como
na atividade múltipla do suporte, entretela, que a um tempo retendo
e tamisando as tintas diferencialmente, estende ainda mais a gama
das cores e a densidade da matéria.
Tendendo as linoleogravuras anteriores de Sérgio ao recorte que
aprisiona a forma e a cor, a politipia, invenção sua que provém
da pesquisa linoleográfica, produz, retroativamente, reconcepção
do sentido da gravura. O colorismo resultante da sobreposição
tamisada das impressões ainda decorre da liberdade a ela essencial
na adoção, pela gravura, do aleatório operante na politipia. Pois,
rompendo com a ordem seqüencial da impressão do linóleo, a própria
noção de projeto gráfico se torna flexível, de sorte que o recorte,
como preconcepção e resultado, dá passagem à gravação colorista
e, além, à inclusão, no campo gráfico, de gesto alheio à prensa.
POLITIPIA
A politipia, invenção recente de SÉRGIO DE MORAES, difere da gravura
conquanto dela derive como captura de restos de impressão linoleográfica.
Feita de restos, a politipia pertence ao conjunto de obras irrepetíveis,
afastando-se da gravura e, pela mesma razão, aproximando-se da
monotipia. Contudo, esta tem na unicidade do simultâneo entintado
o seu princípio, enquanto a politipia é um único de várias impressões,
sobrepostas no resultado, singular em cada obra. A politipia não
opera diretamente como adição ou subtração, distanciando-se, portanto
do metal, da lito, e do linóleo, nos quais isso pode ocorrer.
Vizinha da serigrafia, ela pressupõe tamisamento, mas não predeterminado
como nesta em uso de recortes e rodo, uniformizadores do resultado.
Ressaltando-se o acaso no processo, a politipia surgiu da observação
casual dos efeitos secundários na impressão de linoleogravuras,
cuja execução pressupõe a proteção do feltro da prensa com papel
vedante, que se torna, como notou Sérgio, um segundo suporte,
indireto, a receber os restos da tinta que atravessam a entretela
na qual se imprime o linóleo. Recolhendo o que prolifera como
acaso, o suporte da politipia retém os acidentes da impressão,
como os gerados das desigualdades da pressão na prensa, da saturação
e viscosidade diferenciadas das tintas, enfim, dos efeitos que
expõem amplo espectro de resultados, o que requer seleção, por
parte de Sérgio, dos exemplares aproveitáveis, que não podem ser
preestabelecidos.
Derivada, a politipia desgarra-se de sua primitiva, a linoleogravura,
contrapondo-se a ela como a mancha à forma, a divagação à ponderação
ou o fluxo ao recorte. Entretanto, essa contraposição, patente
no início do trabalho de Sérgio, torna-se menos relevante quando
se considera o atual processo na gravação e impressão: a linoleogravura
adquire, hoje, algumas propriedades da politipia, como o colorismo
na interação de matiz, contraste, mancha, matéria. Mais que libertadora
da linoleogravura de recortes, a politipia abre leque extenso
de ação gráfica, que vai do corte rígido da técnica convencional
à invenção gestual fora da prensa.
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