“Os trabalhos para esta exposição fazem parte de uma investigação em andamento sobre a paisagem. Grande parte do meu trabalho anterior focava a paisagem seca do deserto de Great Basin. Nesta exposição eu abandonei o deserto para mostrar as florestas perto de Portland onde vivo há 30 anos.
Seja pensando a floresta ou o deserto sou atraído pelos extremos. As monotipias se baseiam em minhas observações de restos de árvores, seja caídas ou cortadas. Estas árvores são parte do ciclo de vida e morte que eu busco retratar nas minhas pinturas, gravuras e desenhos.
Mas eu também sou fascinado pelas considerações formais. Eu olho para estes troncos e galhos e observo como eles se torcem uns sobre os outros, em relações bem complexas, indo para frente e para trás, na direção do observador e de volta para debaixo das sombras. Para mim, é um desafio intelectual tentar representar com exatidão as torções e volutas destes galhos. Eu poderia trabalhar diretamente no papel, mas escolhi fazer monotipias porque prefiro o modo como a tinta da aquarela seca na superfície da placa em contraste com o modo como ela se espalha quando aplicada diretamente no papel.
Impressões coloridas representam um segundo grupo nesta exposição. Muitos anos atrás quando eu comecei a explorar a relação entre fotografia e desenho eu suprimi o gesto e me empenhei a copiar a estrutura da retícula fotográfica. Com o aparecimento do Photoshop comecei a trabalhar diretamente dentro da fotografia para criar impressões híbridas de foto e desenho. Eu continuo a experimentar. Algumas destas impressões coloridas parecem mais próximas da fotografia pura e outras se aproximam mais do desenho.
No entanto, para mim, elas são todas gravuras e mostram um papel da gravura: um ponto de encontro importante entre a fotografia e o desenho “.
Depoimento do artista Christy Wyckoff para a exposição na galeria Gravura Brasileira em Janeiro de 2007.