Encontro marcado com Marcelo Grassmann
A presença de sua extensa obra fundada num rigoroso ofício nos faz pensar sobre a intensidade.
Nos faz pensar o tempo.
Nos faz pensar o significado da insistência.
Nas suas imagens há algo de um passado que volta para iluminar o presente. Numa época de temporalidade frenética, autodevoradora, as cenas criadas por Marcelo Grassmann são uma reação ao anonimato, à indiferença.
Aqui o mundo privado é o refúgio.
Um refúgio para guardar a esperança.
Nem sempre nos reconhecemos nesse mundo.
Muitas vezes, falta-nos um atenuante que embeleze sua crueldade.
Através dele, temos a oportunidade de aproximar o tempo e a palavra.
Compartilhar as experiências que nos possibilitam. Suas obras contêm
experiências artísticas que suscitam reflexões sobre as tentativas, o fracasso, o vazio.
No presente, elas nos permitem ver o que não foi percebido. Algo de um passado que poderia ter tido outra continuação, outros rumos, outras cortinas por abrir.
São detalhes que revelam o esquecido, a mudez do presente.
O mundo de Marcelo Grassmann nos faz vivenciar a insuficiência da linguagem.
Sergio Fingermann
Texto de Ferreira Gullar - download do arquivo em PDF (10 páginas)
IMPRENSA
veja matéria sobre a exposição publicada em 11/04/2006 no jornal Folha de São Paulo:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u59521.shtml
veja matéria sobre a exposição publicada em 12/04/2006 no jornal Estado de São Paulo:
http://www.estado.com.br/editorias/2006/04/12/cad88705.xml
veja matéria sobre a exposição publicada em 12/04/2006 no Jornal Diário do Grande ABC:
http://cultura.dgabc.com.br/materia.asp?materia=524049
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