Gravura Brasileira

Azulada

Azulada

De 8/5/2008 a 17/6/2008

Obras

“Azulada” traz gravuras, desenhos e pinturas em que a artista cria paisagens imaginárias. Mostra inaugura novo espaço da galeria, que se muda da Vila Madalena para Perdizes, em São Paulo. Inauguração no dia 8 de maio, quinta-feira.
 

     
 
A Galeria Gravura Brasileira, dirigida pelo arquiteto Eduardo Besen, inaugura no dia 8 de maio, quinta-feira, às 19 horas, seu novo espaço expositivo nas Perdizes com a mostra “Azulada”, da artista paulistana Lygia Eluf. São apresentadas 15 gravuras, 10 desenhos, 6 óleos sobre tela em que a artista cria paisagens imaginárias com forte predominância da cor azul. A mostra fica em cartaz de 9 de maio a 17 de junho.
 
“Azulada” teve como ponto de partida as pesquisas que Lygia Eluf realizou durante a sua estada em Madri (Espanha) entre setembro e dezembro de 2007, quando ministrou o curso intitulado “Arte Contemporânea Brasileira” na Universidad Complutense de Madrid.
 
Nos museus madrilenhos, especialmente no Museu do Prado, a artista retomou contato com a produção de grandes mestres da pintura ocidental como Francisco Goya e Diego de Velásquez, a partir de cujas telas realizou anotações que mais tarde viriam a nortear a sua pesquisa sobre a construção de suas paisagens particulares. Sua mirada, porém, não se direcionava para a infanta ou o príncipe da tela em exposição e sim para o seu segundo plano, ou seja, as regiões que não constituem, na maior parte das vezes, o motivo principal da obra. Fossem elas paisagens de fato, com campos ou montanhas, o drapeado de uma cortina ou mesmo o fundo de um salão suntuoso, o interesse da artista era o cenário por detrás do motivo principal da obra.
 
Parte do resultado da pesquisa na Espanha pôde ser conferido na exposição “Paisaje”, realizada na Casa do Brasil em dezembro de 2007, em Madri. Ali, Lygia apresentou uma série de 10 desenhos de paisagens imaginárias, constituídas de planos e campos de cores saturadas.
 
Para Eluf, que também é professora e orientadora do Departamento de Artes da Unicamp, a experiência de imersão na pesquisa desse tema foi fundamental. “Estava envolvida com o curso em Madri, porém tive uma rara oportunidade de pesquisar e de me dedicar ao meu trabalho artístico. Num dado momento, meu caderno de artista tornou-se meu mini-ateliê, já que era nele que eu trabalhava todas aquelas informações”, atesta a artista.
 
Azulada
 
Nesta exposição, a artista apresenta 10 desenhos, além de 6 óleos sobre tela e 15 gravuras inéditos em que retoma a criação de paisagens particulares, agora mais geometrizadas e com forte predominância de planos em azul - daí o nome “Azulada”. Aqui estão reunidas as diferentes vertentes da pesquisa cromática a que se dedica a artista, que não se furta a explorar e também expor obras realizadas a partir técnicas distintas como o óleo e a gravura em metal em sua casa-ateliê na cidade de Souzas, na região de Campinas.
 
A respeito da pluralidade de suportes em que trabalha e a sua motivação artística, a artista declara: “Diante da fragmentação do dia-a-dia, nossas idas e vindas a diversos lugares o tempo todo, a criação de uma paisagem imaginária, um lugar seguro, é uma espécie de refúgio. Um refúgio que crio a partir das técnicas que domino. Sou uma humanista que cultiva seus talentos e busca seu lugar no mundo.”
 
Lygia Eluf
 
Graduada em Artes Plásticas pela Escola de Comunicações e Artes da USP (1982), obtém o grau de mestre (Da estrutura às secretas alterações, 1992) e o grau de doutor (Cor estrutura: os campos da cor, 1998) na área de Artes Poéticas Visuais na mesma escola, sob a orientação de Regina Silveira. É professora livre docente no Instituto de Artes da UNICAMP (A construção da paisagem, 2004) onde atua desde 1989 nas disciplinas de desenho e gravura.

Sua carreira artística está pontuada por exposições em importantes espaços institucionais e galerias. Dentre as coletivas, destacam-se as mostras realizadas no Museu de Arte Brasileira da FAAP, Fundação Joaquim Nabuco (Recife), Masp, MAC USP, Paço das Artes e, no Exterior, na Bienal del Grabado Latinoamericano (Porto Rico), Grand Palais (Paris), NBC Corporation  e Sapporo International Print Biennale (Japão). Realizou mostras individuais na Galeria do Instituto de Artes da Unicamp, na ECA USP, na Galeria Diferença (Lisboa) e na galeria AFY – Art for You (Dinamarca).
 
Galeria Gravura Brasileira – 10 anos
 
Criada e dirigida pelos arquitetos Alberto Fuks e Eduardo Besen, a Gravura Brasileira abriu em 1998 no escritório dos sócios na Alameda Gabriel Monteiro da Silva. Funcionava como um escritório de arte sem calendário de exposições, mas em pouco tempo ganhou  uma programação intensa com mostras de artistas jovens como Ulysses Bôscolo, Paulo Penna, Fernando Vilela e outros consagrados como Evandro Carlos Jardim, Marcelo Grassmann e Lívio Abramo. Em 2003, a galeria mudou de endereço e passou a funcionar na Vila Madalena, onde funcionou até abril deste ano.
 
“A galeria surgiu de uma paixão pela arte da gravura que começou quando cursei o atelier de gravura em metal do MAM SP. Lá aprendi as técnicas e as infinitas possibilidades da gravura, mas o mais importante foi a descoberta da qualidade da produção gráfica dos artistas que freqüentavam o atelier. Fiquei surpreso com a quantidade de artistas e com a qualidade dos trabalhos e também com a inexistência de uma galeria que os mostrasse com a dignidade e freqüência que mereciam. Abrimos a galeria, Alberto Fuks e eu, no mesmo espaço do nosso escritório de arquitetura e engenharia na al. Gabriel Monteiro da Silva. No início funcionávamos.
 
Atualmente, a Gravura Brasileira é o único espaço de exposições no país dedicado somente à gravura e conta com mais de cem exposições realizadas nos últimos 10 anos. Ao longo desse tempo, a Gravura Brasileira tornou-se um centro de referência ao promover exposições de artistas jovens e consagrados, palestras e lançamentos de livros de artista e álbuns de gravuras. Recebe artistas, visitantes, galeristas e curadores de todo o mundo e mantém programas de intercâmbio com ateliês e instituições de outros Estados e países além de participar como convidada em feiras de arte (ArtFrankfurt 2003 e 2004) e, a partir de 2002, em exposições internacionais nas cidades de Amsterdã, Heidelberg, Paris, Cardiff, Nova Iorque, Havana, Washington, Oaxaca, Cidade do México e Berlim, entre outras.
 
O novo endereço em Perdizes conta com três salas de exposição e mais espaço de reserva técnica para a conservação de mais de três mil gravuras originais de artistas de todo o Brasil, Argentina, Alemanha, Canadá, Itália, México, Japão e Inglaterra.

 
Evento: “Azulada”, exposição individual de Lygia Eluf
Período Expositivo: de 9 de maio a 17 de junho de 2008
Abertura: 8 de maio, quinta-feira, das 19 ás 22 horas

 

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