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Cláudio Mubarac
CURRICULUM VITAE
(resumo)
Sobre o artista:
Cláudio Mubarac nasceu em 27 de setembro de 1959, em Rio Claro
,SP.
Desde de 1985 é Professor de Gravura na Fundação Armando Álvares
Penteado e orientador do Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall,
o qual coordena a partir de 1989.
Graduado em Artes Plásticas, em 1982, pela Escola de Comunicações
e Artes da Universidade de São Paulo, foi professor conferencista
de gravura nesta escola nos anos de 1994/95, onde defendeu o seu
doutorado em 1998.
Reside em São Paulo desde de 1978.
Principais exposições individuais:
1990 -Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo
1992 -Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo, Pavilhão
da Bienal, São Paulo
1993 -Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo
1995 -Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo
1997 -Galeria Adriana Penteado, São Paulo
-Centro Cultural São Paulo (artista convidado)
1998 -Casa de Idéias, Uberlândia -MG
1999 -Cláudio Mubarac - La Maison du Brésil, Bruxelas, Bélgica
-Cláudio Mubarac - Instituto Cultural na Alemanha, Berlim
-Valú Ória Galeria de Arte
- Casa de Rui Barbosa (mês da Gravura), Rio de Janeiro
Principais exposições coletivas:
1980 -Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna de
São Paulo
1981 -Coletiva da Gravura em Metal, Galeria SESC /Paulista
-Gravura Jovem, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de
São Paulo
1982 -Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba
1983 -Premio Internazionale Biella per l'Incisione, Itália
-International Print Exhibit: ROC, China
1984 -Buti, Hashimoto, Mubarac, Museu de Arte Contemporânea da Universidade
de São Paulo
-Da Paisagem da Figura: Paulo Pasta e Claudio Mubarac, Espaço
Cultural DHL
1985 -Arte Jovem Paulista, Revista Arte em São Paulo, Galeria São
Paulo
-Salão Paulista de Arte Contemporânea, Pinacoteca do Estado de
São Paulo
1986 -Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano, Porto Rico
1987 -International Biennal of Graphic Art, Ljubljana
-Cinco Jovens Paulistas, Espaço Cultural 2001, São Paulo
1988 -Mostra Internazionale di Grafica, Catânia ,Itália
-Salão Paulista de Arte Contemporânea, Fundação Bienal de São
Paulo
1990 -Coletiva de Gravuras, Centro Cultural São Paulo
-Panorama de Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna de São
Paulo
-Bienal de Gravura de Amadora, Portugal
-II Mediterranean Bienale of Graphic Art, Grécia
-Anico, Batalhini, Mubarac, Osinsky, Museu da Gravura Cidade de
Curitiba, Paraná
1992 -Destaques das Mostras de Gravura Cidade de Curitiba, Museu da
Gravura Cidade de Curitiba e Museu de Arte Contemporânea da Universidade
de São Paulo
-13 Artistas Paulistas, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
-Anos 90, Exposição de Acervo, Museu de Arte Contemporânea da
Universidade de São Paulo
-I Mostra América de Gravura, Museu da Gravura Cidade de Curitiba,
Paraná
-Gravadores Espaço Namour, São Paulo
1993 -International Biennial of Graphic Art, Ljubljana
-Bienal del Grabado Latinoamericano y del Caribe, San Juan, Porto
Rico
1994 -Do Brasil, Alex Cerveny & Claudio Mubarac, Museum of Fine Arts,
The University of New Mexico, Albuquerque, USA
-5 Contemporary Brasilian Printmakers, Hardware Gallery e London
Print Workshop, Londres
-Anos 90, A Gravura Contínua, Centro Cultural São Paulo, São Paulo
-Poética da Resistência: Aspectos da Gravura Brasileira, Galeria
de Arte SESI, Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM-RJ
-Primeira Revisão da Gravura: Gravura Paulista, Galeria Rubem
Valentim, Brasília
-11 Artistas Gravadores Brasileiros e Britânicos, Museu da Gravura
Cidade de Curitiba e Museu de Arte Brasileira, São Paulo
1995 -Projeto Tamarind, MAC Ibirapuera - Pavilhão da Bienal, São Paulo;
Espaço Cultural BANDEPE, Recife; Galeria da Escola de Artes Visuais
do Parque Lage, Rio de Janeiro e Atelier Livre de Porto Alegre
-Imagem Derivada, Palácio das Artes, Belo Horizonte, Minas Gerais
-Goeldi e Nosso Tempo, Museu de Arte Brasileira, São Paulo
-II Mostra América de Gravura, Museu da Gravura Cidade de Curitiba,
Curitiba
-Gravura Paulista, Galeria São Paulo, São Paulo
1996 -Pluralidade, MAM-S.P.
1997 -International Print Exhibition, Museu de Arte de Portland, USA
-Brasil - Reflexão 97 / A Arte Contemporânea da Gravura, Curitiba
-Panorama de Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo
-Pequenos Formatos, Galeria Valú Ória, São Paulo
1998 -A Gravura da Linguagem, Paço Imperial, Rio de Janeiro
-A Gravura como Escultura, MAM São Paulo
-Gráfica: Dos Tiempos un Espacio, Galería Espiral de la Escuela
de Artes Visuales, Caracas.
1999 -Litografias, Tamarind Institute CCSP e Galeria de Arte do IBEU
Copacabana, Rio de Janeiro
-Uma roça, um oásis, O Ateliê de Gravura do Museu Lasar Segall.
-23A Bienal Internacional de Artes Gráficas de Ljubljana, Eslovênia.
-Rubem Grilo, Claudio Mubarac, Raphael Samú, Galeria de Arte e
Pesquisa da UFES, Vitória.
-Registros Gráficos, Lúcia Ferreira Carvalho, Escritório de Arte,
S.P
-Dezenove Cabeças, Adriana Penteado Arte Contemporânea, S.P.
-Jovem Gravura Brasileira, Academia de Belas Artes de Viena.
Prêmios:
1982 -Prêmio como melhor artista participante da V Mostra de Gravura
Cidade de Curitiba
1992 -Prêmio Aquisição na I Mostra América de Gravura
1993 -Bolsa como Artista Residente no Tamarind Institute, USA
1994 -Bolsa como Artista Residente no London Print Workshop, UK
1996 -Bolsa como Artista Residente no Civitella Ranieri Center, Umbria,
Itália
1999 -Prêmio FAAP - Cité des Arts (residência na cidade de Paris)
-Prêmio para a melhor Delegação Internacional, 23A Bienal Internacional
de Artes Gráficas de Ljubljana
Obras em Acervo:
Pinacoteca Municipal de Rio Claro
Museu da Gravura Cidade de Curitiba
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Coleção Gilberto Chateaubriand)
Museu de Arte Brasileira, São Paulo
Museu de Arte de Portland, USA
Centro Cultural São Paulo, Acervo da Pinacoteca Municipal
Gabinete de Estampas da Biblioteca Nacional de Paris
Publicações:
-12 Gravadores Paulistas, Marta Torre, São Paulo, 1994
-Claudio Mubarac, v. autores, Edusp, São Paulo, 1997
-A Gráfica do Livro, O Livro da Gráfica, Claudio Ferlauto e Heloisa
Jahn, 1998 (litografia original e artigos sobre gravura)
Participação em seminários, workshops, etc.
1987 -X Congresso Nacional de Museus, Ouro Preto, Minas Gerais.
1989- 3º Simpósio Internacional sobre o Ensino da Arte e sua História,
museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo
1991 -Membro da Comissão Julgadora do Projeto Nascente da Pró-Reitoria
da Universidade de São Paulo
1992 -Palestrante no Seminário "O Ensino das Artes Visuais: Realidade
e Perspectivas da Graduação", Departamento de Artes Plásticas,
ECA-USP
1993 -Conversas no Segall, Claudio Mubarac e Iran do Espírito Santo,
Museu Lasar Segall
1994 -Mesa Redonda sobre o Tamarind Institute, Museu da Gravura de
Curitiba
1995 -Seminário: Tendências e Perspectivas da Pesquisa em Artes Visuais,
como palestrante, com uma comunicação intitulada "A matriz como
estampa virtual", Departamento de Artes Plásticas, ECA-USP
- I Seminário Projeto Arte na Escola: palestra "O processo criativo
e o percurso criador no espaço do ateliê", Museu Lasar Segall
- Curso de Difusão Cultural "Goeldi ", com a palestra "Goeldi
e o ateliê", Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade
de São Paulo
1997 -XI Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, com o curso "Gravura
em metal" e a palestra "O artista e sua obra", Ateliê Livre da
Prefeitura
1998 -Ensino da Arte - A gravura como meio, Casa da Gravura de Jacareí
-Fundação Bienal de São Paulo, palestra "A linguagem do desenho
e da gravura", durante a XXIV Bienal de São Paulo
1999 -Mesa Redonda, Auditório Centro de Artes, UFES , Vitória
2000 -Mesa Redonda, A Gravura e a Arte Contemporânea Brasileiras,
Auditório
da FNAC, organização Revista Bravo
Textos Críticos :
"Ao perceber e intuir a gravura em sua essencialidade e aproximá-la
pela prática a um projeto pessoal de trabalho mais amplo, Cláudio
Mubarac justifica sua escolha ao elegê-la como seu meio de expressão
por excelência.
Desde os primeiros ensaios, em que o "assunto" e a fantasia pareciam
competir com as qualidades técnicas e estéticas na concepção de
suas estampas, uma consciência dos recursos de linguagem e dos
valores inerentes à gravura de todos os tempos já se impunham
de forma surpreendente em sua obra nascente e depois extensa,
que naquele momento apenas se iniciava.
Desde o Pentágono do Cactus, de abril de 1978, uma água-forte
de pequeno formato que ainda dividia, mas já revelava essa clareza
e consciência gráfica, até a figura do crânio e do corpo humano
representado e significado em sua estrutura óssea - e mais recentemente
as figuras de planos incisos e iluminados por uma espécie de luz
metálica e imanente, um interessante percurso foi delineado, revelador
de extraordinária acuidade gráfica.
Ao questionar a gravura hoje, na dicotomia matriz-estampa, Cláudio
Mubarac cria novos procedimentos, inventa suportes. Revisita a
gravura e sua história, sua razão de ser e sua permanência no
tempo como fenômeno estético, pelos desdobramentos de tantas práticas
e procedimentos, cuja origem ainda reside em seu próprio cerne
ao se manifestar a cada vez pelo gesto do corte e revelação da
linha.
Ciente de seu tempo, seu trabalho torna legítima a presença e
a importância da gravura e da estampa na arte contemporânea.
Evandro Carlos Jardim
maio de 1996
" Mais do que um vocabulário poético motivado pela figuração do
corpo, o desenho aparece na gravura de Cláudio Mubarac na condição
de vetor e instrumento desta relação espacial. E esta é sempre
a de um corpo que se localiza, mede suas forças e regula permanentemente
a escala de seus movimentos conforme o deserto ou a célula que
lhe servem de parâmetro."
Sônia Salzstein
" Na produção atual de Cláudio Mubarac ,o artista consegui fundir
o tema (o seu corpo) na linguagem (a gráfica). Cada uma de suas
estampas é a indagação sobre a estrutura corpórea e psíquica,
ao mesmo tempo que é uma indagação sobre a estrutura da gravura
e sua tradição.
Em outras palavras, deixando que a gravura se manifeste sempre
rediviva e impávida através dessas estampas que vão aos poucos
compondo o corpo do artista e da gráfica (dando-lhe um significado
único e absolutamente original), a obra de Mubarac finalmente
vai-se colocando ao lado da de outros artistas que também conseguiram
fundir o "que dizer" com o "como dizer", numa única e decidida
ação no mundo."
Tadeu Chiarelli |